sexta-feira, 4 de maio de 2012

SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO: SETOR OPERA ABAIXO DO USUAL EM MARÇO

Apesar do crescimento, a pesquisa indica que o nível de atividade encontra-se abaixo do usual para o mês.

A Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta quinta-feira, dia 26, revela que o nível de atividade e o emprego no setor apresentaram um leve aumento em março. Apesar do crescimento, a pesquisa indica que o nível de atividade encontra-se abaixo do usual para o mês tanto para as pequenas quanto para as grandes empresas. As empresas do setor de serviços especializados operaram acima do usual e o crescimento com relação a fevereiro foi bastante disseminado. Já os outros dois setores (construção de edifícios e obras de infraestrutura) operaram abaixo do usual. Para os próximos meses, a expectativa é otimista. No entanto, há uma grande diferença nessa percepção entre os portes das empresas. As pequenas esperam aumento, mas essa perspectiva é bem menos disseminada que entre as grandes empresas. De acordo com a pesquisa, não dá para traçar se um cenário de reaquecimento da indústria da construção ocorrerá no curto prazo. “Se por um lado o aumento no quadro de empregados indicaria uma expectativa de maior atividade, as dificuldades no acesso ao crédito no primeiro trimestre podem dificultar a capacidade de expansão das empresas, principalmente a de menor porte”, destaca a sondagem. De acordo com a pesquisa, os empresários do setor demonstraram insatisfação com os resultados das empresas (margem de lucro operacional). Ainda que satisfeitos com a situação financeira, há uma clara tendência de queda do indicador em questão. No entanto, a sondagem demonstrou otimismo dos empresários para os próximos seis meses. Os indicadores de expectativas continuam acima dos 50 pontos, apesar de esse sentimento estar menos disseminado do que nos últimos dois meses. A sondagem foi realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), no período de 2 a 17 de abril, junto a 437 empresas, sendo 155 pequenas, 173 médias e 109 grandes.

Fonte: CBIC

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