segunda-feira, 17 de setembro de 2012

CONFIRA O ANDAMENTO DAS OBRAS DAS 12 ARENAS DA COPA

Quatro estádios ultrapassaram os 70% de execução: Castelão, Mineirão, Mané Garrincha e Fonte Nova



Após 28 meses do início da primeira obra nos 12 estádios da Copa, a Arena Pantanal, em maio de 2010, quatro construções ultrapassaram a marca de 70% de execução: Castelão (87%), Mineirão (78%), Nacional de Brasília/Mané Garrincha (72%) e Fonte Nova (70%). As arenas apresentaram os maiores avanços no índice de execução entre julho e agosto.

O maior salto ocorreu em Belo Horizonte e Brasília, com 11% e 10%, respectivamente. A Arena Pernambuco, em contrapartida, apresentou um avanço tímido: apenas 3%. O estágio da obra, 52% concluída, índice de 31 de julho. Já o Maracanã, com 62% pronto, terá um novo índice de execução divulgado na próxima semana.

As seis arenas foram confirmadas pela Fifa na Copa das Confederações, que será disputada entre 15 e 30 de junho de 2013. A decisão final da entidade sairá em novembro. Arena Pernambuco e Fonte Nova ainda dependem de uma análise do cronograma para fazer parte da competição.

Em relação às outras seis arenas da Copa do Mundo, o ritmo de trabalho é menos intenso. A exceção é a Arena Corinthians, local que receberá a abertura da Copa no dia 12 de junho de 2014. A média de avanço mensal no canteiro de obras é de 3,2%: em 15 meses, quase metade do estádio foi concluído.

Em Cuiabá, por exemplo, as obras da Arena Pantanal avançaram apenas 2% em quatro meses. Na Arena da Baixada, o índice de execução do último mês não mudou em relação a julho: 45%. Já as obras dos estádios de Manaus, Natal e Porto Alegre têm o mesmo ritmo nos primeiros oito meses de 2012, com 15% de avanço.

Belo Horizonte

Com 78% das obras executadas, a construção da arquibancada inferior entrou na fase final. O estádio recebe ainda as treliças metálicas da nova cobertura e do piso do estacionamento coberto. Os trabalhos também avançaram nos camarotes, banheiros, vestiários. As partes hidráulica e elétrica seguem o cronograma. Na esplanada, ocorre a montagem das peças pré-moldadas da via de integração com o Mineirinho. A obra conta com 2,9 mil operários e deverá ser concluída em 21 de dezembro.

Brasília

O consórcio responsável pela obra finalizou a instalação dos 288 pilares da estrutura externa. A implantação do anel de compressão, que sustenta o teto da arena, se encontra agora 60% finalizada. A instalação das luminárias, dos acabamentos, das tubulações de água e das partes elétricas também estão em andamento.

Cuiabá

Depois de quatro meses estacionada nos 45% de execução, a Arena Pantanal avançou 2%. O setor oeste das arquibancadas é o mais adiantado da construção. No lado oposto, o leste, uma grua vai acelerando a montagem dos degraus. A estrutura metálica que dará suporte às arquibancadas desmontáveis já havia sido instalada em julho. Os pórticos que sustentam a cobertura em forma de trave, por sua vez, continuam sendo montados.

Curitiba

Sem avanço no índice de execução, os trabalhos na Arena da Baixada, 45% prontos, seguem na fase de demolições, fundações e outras etapas da construção. Cinco estruturas do estádio são demolidas. Já a etapa de fundação ocorre em quatro setores. Há ainda quatro outras frentes de trabalho. A terraplanagem, por sua vez, é feita em dois locais: no gramado, que terá a reconstrução de elementos como drenagem, aquecimento e irrigação, e na área do futuro estacionamento. O número de operários passou de 162 para 433.

Fortaleza

O Castelão mantém a liderança entre os estádios mais avançados da Copa, com 87%. A construção do estádio tem quatro etapas e três já foram concluídas. A fase final está com 68% pronta. Ela está relacionada à cobertura, ao gramado e às arquibancadas. O início do plantio do gramado deve ser iniciado no final de setembro. A conclusão total está prevista para dezembro

Manaus

Em 30 dias, as obras da Arena da Amazônia avançaram 2%. No total, são cinco frentes de trabalho: o lançamento de degraus da arquibancada, etapa 33% concluída; a instalação das vigas inclinadas (82%) e das vigas planas (30%); o assentamento das lajes do piso oeste (98%) e a construção do muro do pódio (26%). No momento, são 1,2 mil operários trabalhando na obra, número que deverá chegar a 1,5 mil durante o pico dos trabalhos.

Natal

A Arena da Dunas ultrapassou a marca de 30% no mês de agosto, um ano após o início dos trabalhos. A construção do estádio segue na etapa de instalação das vigas para a montagem da superestrutura. Neste mês, a arena receberá as arquibancadas. Atualmente, 1,2 mil trabalhadores compõe o quadro de funcionários. Segundo a Secopa, o número chegará a 1,5 mil.

Porto Alegre

A instalação dos pré-moldados no quadrante 4 segue em andamento. Já nos quadrantes 2 e 3 ainda ocorrem os trabalhos de demolição, escavação e colocação de blocos de fundação e estacas. O 1º quadrante já está finalizado. No entorno, ocorrem os serviços de execução dos blocos de fundação, onde estarão localizadas as 16 torres de circulação. A reforma, que conta com 450 operários, atingiu 33% no final de agosto.

Recife

Na corrida contra o tempo, a Arena Pernambuco atingiu 52% de execução. A estrutura do estádio está 70% concluída. A construção das arquibancadas, por sua vez, passou de 53% para 62% de execução. Já nas áreas de sistema viário e estacionamentos, os trabalhos atingiram 84,53%. A pré-montagem da cobertura também foi iniciada. Os trabalhos são executados por quatro mil operários.

Rio de Janeiro

O Consórcio Maracanã Rio 2014 finalizou a instalação de 2.750 peças pré-fabricadas na nova arquibancada, com o auxílio de quatro gruas montadas dentro de campo. O anel de compressão foi concluído após a instalação da 60ª estrutura de 40 toneladas. Seguem em andamento o processo de retirada do aterro para a instalação do sistema de irrigação e drenagem do campo, além da colocação dos pisos e revestimentos e pisos dos banheiros. Também já foi iniciada a colocação das cerâmicas da área de circulação no primeiro pavimento. No total, são 5,5 mil trabalhadores no canteiro de obras.

Salvador

O mês de agosto marcou a conclusão da montagem da superestrutura, composta por pilares, vigas, lajes e pelas arquibancadas da Fonte Nova, 70% pronta. O edifício-garagem está com 85% das fundações finalizadas. Os pisos e revestimentos atingiram 70% e 17% de conclusão, respectivamente. As instalações elétricas, hidráulicas, TI e elevadores chegaram a 48%. Neste mês, o consórcio responsável pela obra iniciou o içamento dos cabos da cobertura. O processo deve durar até a segunda quinzena de outubro. Três mil operários trabalham no canteiro de obras.

São Paulo

O assentamento dos degraus das arquibancadas inferior e superior do setor leste foi concluído. A Arena Corinthians atingiu 49% em agosto. A etapa segue em andamento nos setores oeste, sul e norte. A instalação das estacas pré-moldadas, elemento estrutural que suporta as cargas dos pilares e da estrutura dos quatro prédios que compõem o estádio, também está finalizada. No total, quase quatro mil estacas foram cravadas. Com 2,2 mil operários no canteiro de obras, a construtora também terminou os dois túneis que servirão de de saídas de emergência nos dias de jogos.

Confira a lista com as obras mais adiantadas da Copa:

1º Castelão - Fortaleza (87%)

2º Mineirão - Belo Horizonte (78%)

3º Estádio Nacional Mané Garrincha - Brasília (72%)

4º Fonte Nova - Salvador (70%)

5º Maracanã - Rio de Janeiro (66%)

6º Arena Pernambuco - Grande Recife (52%)

7º Arena Corinthians - São Paulo (49%)

8º Arena Pantanal - Cuiabá (47%)

9º Arena da Baixada - Curitiba (45%)

9º Arena da Amazônia - Manaus (45%)

11º Beira-Rio - Porto Alegre (33%)

12º Arena das Dunas - Natal (30%)



 Fonte: Portal 2014

INDÚSTRIA COMEMORA REDUÇÃO NAS TARIFAS QUE DIMINUI CUSTO BRASIL

As empresas que fazem uso intensivo de energia apostam na redução dos encargos sobre a conta de luz para retomar parte da competitividade perdida.

As empresas que fazem uso intensivo de energia apostam na redução dos encargos setoriais que incidem sobre a conta de luz para retomar parte da competitividade perdida no mercado interno e externo, mas afirmam que ainda será preciso calcular o real impacto da medida em sua planilha de custos. Indústrias do segmento, como a de alumínio e a siderúrgica, serão beneficiadas com percentuais de desconto nas tarifas que chegarão aos 28%, teto do anúncio feito ontem pelo Ministério das Minas e Energia (MME). A medida também poderá ser decisiva para a retormada de investimentos que ficaram parados por causa do agravamento da crise na Europa. Hoje, a participação da energia elétrica no custo da tonelada do aço chega a 10% nas usinas semi-integradas, que não contam com a vantagem de dominarem o ciclo completo da produção.

'Essa medida aumenta a competitividade da indústria e estimula o investimento porque reduz preços e faz com que o empresário tenha mais confiança em produzir e gerar emprego no Brasil. Teremos um produto mais competitivo no mercado nacional e internacional', afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, em nota. Para o Instituto Aço Brasil (IABr), um dos grandes problemas da indústria nacional hoje é a perda de competividade. 'A desoneração da energia elétrica vai na direção de recuperar parte dessa competitividade num cenário internacional de competição acirrada e muitas vezes desleal', afirmou a entidade em nota. Para a instituição, a medida é tão bem-vinda quanto o recente aumento das tarifas de importação e o fim da guerra fiscal nos portos.'São medidas que, em seu conjunto, fazem com que a indústria brasileira do aço tenha melhoria na sua competividade, considerando que o Brasil tem o terceiro maior custo de energia elétrica entre 27 países, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)'.


Retomada

De acodo com o presidente da ArcelorMittal Aços Longos para a América do Sul, Augusto Espeschit de Almeida, a medida favorece a decisão de retomar o projeto de duplicação da usina de João Monlevade, na Região Central de Minas Gerais, orçado em US$ 1,2 bilhão. 'Com certeza, facilita e muito a retomada de investimentos. O custo menor com os insumos melhora não só o retorno do projeto como também o valor presente do empreendimento', disse o executivo. A ArcelorMittal anunciou a paralisação das obras em novembro do ano passado, diante do agravamento da crise na Europa. 'Foi uma decisão histórica e corajosa, um passo acertado de que a economia precisava como parte de um processo de fortalecimento da indústria', disse.

Outros segmentos eletrointensivos, como a produção de papel e celulose e de ferro-gusa, também comemoraram a decisão. Mas ainda vai levar um tempo para que as empresas façam as contas do impacto da medida na redução de custos. Para a Alcoa, a quantificação dos efeitos da medida em suas atividades no Brasil necessita de uma análise mais aprofundada das medidas anunciadas e dependerá, entre outros fatores, da negociação do contrato já vigente com a Eletronorte, empresa que fornece energia elétrica à companhia em sua operação em São Luís (MA). A Gerdau também avaliou como positiva a iniciativa, mas diz que vai analisá-la para mensurar os reflexos em suas operações.


Fonte: Estado de Minas

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

CAMEX AUMENTA TARIFA PARA IMPORTAÇÃO DE EQUIPAMENTOS

O aumento às tarifas de importação entra em vigor dia 25 de setembro, prazo que os sócios do Mercosul terão para vetar algum item


 

 

 

 

 

 

A Camex (Câmara de Comércio Exterior) submeteu uma nova lista aos países sócios do Brasil no Mercosul, com aumento de 25% na tarifa de importação para mais cem produtos brasileiros, entre eles, máquinas para construção.


A nova lista impacta diretamente no setor de equipamentos. Entre outros produtos, pás carregadeiras, movidas a pneu, com potência superior a 59 hp, escavadeiras hidráulicas com potência entre 90 e 450 hp, compactadores, rolos e cilindros compressores, pneus de borracha, utilizados em ônibus ou caminhões, receberão esse aumento na tarifa. “Está faltando mercado no mundo e os países exportadores vêm atrás do Brasil, um dos poucos mercados que cresce, nossa indústria está sendo prejudicada por isso", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.  Esta medida deixou de fora mais de 200 pedidos de associações industriais, em outubro uma nova lista, com cem produtos, será feita pelo governo.

Os critérios utilizados para escolha dos produtos, segundo o Ministério do Desenvolvimento, foram a evolução das importações e seus efeitos sobre o mercado, a capacidade produtiva, a demanda interna e o impacto das elevações de tarifas na cadeia produtiva. Além disso, também tiveram influência na lista, os investimentos programados para o setor e as prioridades dos programas do governo.

Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

CONSTRUÇÃO ENCOLHE NO SEGUNDO TRIMESTRE, MAS SETOR PREVÊ RECUPERAÇÃO

Vamos fechar o ano com crescimento em torno de 3% e 3,5%, mas acima do PIB do país.

Ritmo menor do programa Minha Casa, Minha Vida prejudicou resultados. Para Cbic e Abramat, desempenho ficará abaixo dos 3,6% de 2011.  

A diminuição do volume de contratações de novas obras e das vendas de imóveis e materiais de construção derrubou o desempenho da indústria da construção civil no segundo trimestre. Segundo os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do período, divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país cresceu 0,4% no segundo trimestre, ao passo que a indústria da construção, que historicamente sempre tem puxado o resultado para cima, registrou dessa vez uma queda de 0,7%.

As entidades que representam o setor afirmam que o resultado negativo já era esperado. Veio pior do que imaginávamos, mas não teve nada de atípico porque já esperávamos uma performance pior, uma vez que não se tem contratado grandes coisas nos últimos meses, afirma Paulo Safady, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Mas, embora já admita que o resultado de 2012 ficará abaixo do que o registrado no ano passado, o setor acredita numa recuperação neste segundo semestre, o que deverá garantir mais uma vez um crescimento maior que do o PIB do país. Vamos fechar o ano com crescimento em torno de 3% e 3,5%, mas acima do PIB do país, projeta Safady.

Em 2011, o setor fechou o ano com crescimento de 3,6%, ao passo que a economia brasileira como um todo avançou 2,7%. No primeiro semestre deste ano, o crescimento acumulado do setor é de 2,4%, apesar do recuo nos últimos três meses.

Nível de emprego no setor segue em alta

Para a coordenadora de projetos da construção da FGV, Ana Maria, apesar do recuo o setor ainda permanece como um dos mais dinâmicos da economia.

Houve de fato uma desaceleração – que estamos atribuindo a uma diminuição do início de novas obras e das vendas, e também a um menor ritmo nas contratações no programa Minha Casa, Minha Vida –, mas o PIB da construção não está negativo. Um setor que está com crescimento no emprego na ordem de 7% não pode estar queda, afirma.

Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feito em parceria com Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), mostra que o nível de emprego na construção civil brasileira cresceu 6,98% no acumulado até julho, o equivalente a 221,5 mil contratações. O resultado, no entanto, indicou uma desaceleração se comparado ao intervalo de janeiro a julho de 2011, quando a área contratou 228,2 mil trabalhadores. A sondagem sobre o desempenho do setor em agosto será divulgada na próxima quarta-feira (5).

Ana Maria explica que, pela metodologia do IBGE, a medição do PIB da construção civil é feita basicamente em cima dos dados da atividade da indústria de materiais de construção, o que ajuda a entender melhor o resultado negativo no segundo trimestre.

O PIB da construção civil deverá crescer menos que no ano passado, mas será, tranquilamente, mais uma vez superior ao PIB do país, que não deverá chegar a 2%, avalia.



Vendas de materiais desaceleram

As vendas de materiais de construção ficaram praticamente estagnadas nos últimos meses. No acumulado de janeiro a julho, as vendas do setor aumentaram 2,2%, ante avanço de 2,9% registrado em 2011.

As vendas da indústria nos últimos meses ficaram muito abaixo do previsto. Começamos o ano com previsão de crescimento de 4,5% de previsão. Em abril, baixamos para 3,4%, mas, em agosto, já deu uma boa melhorada e estamos mantendo os 3,4%, diz Walter Cover, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). A entidade projeta que o PIB do país ficará em torno de 2%.

Segundo a Abramat, a maior queda nas vendas no 1º semestre foi sentida no varejo, que representa 50% das vendas do setor, e no mercado de infraestrutura, que representa uma fatia de 25%, por conta da desaceleração nas contratações de novas obras.

As vendas para o mercado imobiliário continuaram aquecidas por conta de lançamentos que foram feitos em 2010 e 2011 e que agora entraram na fase de acabamento, afirma Cover.

Minha Casa, Minha Vida

A professora da FGV destaca, entretanto, que houve, de fato, uma desaceleração no ritmo de contratações de obras públicas e nas construções de novos empreendimentos imobiliários.

As contratações nessa segunda fase do Minha Casa, Minha Vida ficaram bem aquém das expectativas. Mas a revisão do valor dos imóveis para financiamentos pode ser agora um incentivo para que se retomem as contratações, afirma.

Portaria publicada no dia 29 pelo Ministério das Cidades reajustou os valores máximos de aquisição dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. Na capital e nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio e Brasília, o valor subiu de R$ 65 mil para R$ 76 mil para os enquadrados no faixa 1, que ganham até R$ 1.600.

Apesar da desaceleração no primeiro semestre, os representantes do setor se dizem otimistas com o desemprenho dos próximos meses.

Não tenho dúvida de que os resultados do terceiro e quarto trimestre serão melhores, uma vez que todas as medidas que vínhamos solicitando já foram tomadas, diz o presidente da CBIC, citando a revisão dos valores de aquisição dos imóveis do Minha Casa, Minha Vida, o lançamento do programa de concessões de rodovias e ferrovias e os novos planos para redução do custo da energia elétrica e para portos e aeroportos, prometidos para as próximas semanas.

Todas estas medidas irão certamente recolocar as empresas do setor em atividades e ajudarão a dar continuidade nas contratações e nos investimentos, diz Safady, lembrando que a indústria da construção civil responde por 43% da formação bruta de capital no país.

Para o presidente da Abramat, a prorrogação do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção será outro fator que ajudará a estimular novos investimentos e vendas nos próximos meses. As intenções de investimento na indústria da construção certamente voltarão a crescer, e quem fazia planos de iniciar uma obra irá entrar com muito mais otimismo agora, sabendo que os preços não vão subir até o final de 2013, avalia.


Fonte: G1

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

BRASIL PRECISA INVESTIR EM INFRAESTRUTURA E QUALIFICAÇÃO PARA GARANTIR CRESCIMENTO

Para o economista Gesner Oliveira, falta de capital físico e humano diminui a competitivdade do país.

Como forma de atingir taxas mais elevadas no Produto Interno Bruto (PIB) e garantir um crescimento sustentado nos próximos anos, o Brasil precisa investir em infraestrutura e qualificação dos trabalhadores. Essa é a fórmula para o país, de acordo com o doutor em Economia e consultor de negócios, Gesner Oliveira.
O especialista participou do painel de encerramento do 26º Seminário Nacional da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), na quarta-feira (29).

“A receita para o Brasil se resume em uma palavra: capital. Capital humano e capital físico. Gente qualificada e infraestrutura. A relação entre infraestrutura e crescimento é direta. Uma boa infraestrutura reduz custos logísticos e aumenta a competitividade do país. Em um mundo onde há um acirramento da produção isso é fundamental”, acredita.

Apresentando dados sobre investimentos e as taxas de crescimento de países como China e Índia, Oliveira ressaltou que o Brasil tem, sim, condições de apresentar um desenvolvimento estável ao longo dos anos.

“Eu diria que as parcerias com a iniciativa privada não só podem ser a solução, como eu diria que são extremamente necessárias. O investimento público é importante, mas não é suficiente. Precisamos investir cerca R$ 804 bilhões nos próximos cinco anos”, disse referindo-se ao levantamento realizado pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).

Segundo o especialista, os aportes anunciados pelo governo federal nos últimos anos como o PAC da Copa e o PAC das Grandes Cidades representam investimentos bastante elevados, mas ainda é necessário capacitar os municípios.

“A mobilidade urbana está no centro dessa dificuldade logística, desse custo Brasil. O custo da infraestrutura retira a competitividade do país. Hoje, nosso custo logístico corresponde a 20% do PIB, enquanto nos Estados Unidos esse valor cai pela metade (10%)”, aponta.

IPI x Mobilidade

Ainda com relação à mobilidade, o especialista destacou a aprovação da Lei da Mobilidade Urbana, em vigor desde abril. Quando questionado se o governo federal estaria agindo na contramão da nova norma com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros, Oliveira defende que essa seja apenas uma medida temporária.

“A redução do IPI é uma ação paliativa, de curto prazo, como forma de estimular a economia que está desacelerada. O governo não deve manter essa política no médio prazo, porque isso trará efeitos para a mobilidade urbana. A grande ênfase deve ser no estímulo ao transporte coletivo. Sobre esta ótica, como ação de curto prazo, não considero que sejam antagônicas”, finaliza.



Fonte: CNT

JURO PARA COMPRA DE MÁQUINAS FICA ABAIXO DA INFLAÇÃO

Os juros dos financiamentos para empresas interessadas na compra de caminhões e máquinas e equipamentos pelo Finame caíram para 2,5% ao ano.
 
Para socorrer os setores que ainda mais sofrem com os efeitos da crise - bens de capital e caminhões - o governo reduziu novamente as taxas de juros dos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento, Econômico e Social (C), criou novas linhas e adotou medidas para antecipar as compras das empresas. Até mesmo a compra de máquinas e equipamentos, caminhões e aviões usados receberá estímulo do governo.

Para isso, o Tesouro Nacional subsidiará juros menores que a inflação prevista, o que representa juros reais negativos. As linhas, no Programa de Sustentação do Investimento (PSI), venceriam sexta-feira e foram prorrogadas até 31 de dezembro. Os juros dos financiamentos para empresas interessadas na compra de caminhões e máquinas e equipamentos pelo Finame caíram para 2,5% ao ano. Essa mesma taxa valerá para o Procaminhoneiro - para caminhoneiros individuais. Ainda houve uma redução de 1 ponto porcentual, para 8%, nos juros para financiar exportação de bens de capital.

Uma nova linha de financiamento para bens de capital usados também está sendo criada. Quando o cidadão quer comprar um caminhão novo, ele tem de vender um usado e necessita de uma linha para o comprador do usado, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A linha vale para caminhões, máquinas e ferramentas, tratores, carretas, aeronaves comerciais e cavalos mecânicos usados e de fabricação nacional. A taxa que incidirá sobre esse crédito é a TJLP (5,5% ao ano) mais 1%, além do risco da empresa.

Outra linha lançada ontem refinanciará bens de capital para empresas de máquinas e equipamentos, ônibus e caminhões. Se houver inadimplência, o interessado obtém novo crédito para pagar o antigo. Ele vai quitar esse financiamento e tem um refinanciamento. É como se fosse um aumento do prazo de pagamento, disse Mantega. Os juros ainda não foram estipulados.

O governo também permitirá a aceleração da depreciação para caminhões e vagões adquiridos até o fim do ano. Só para esses dois produtos estamos acelerando de 48 meses para 12 meses. Isso significa que a empresa poderá lançar no balanço os gastos a depreciação desse bem como um custo e receber os tributos de volta em 12 meses. A depreciação acelerada já é permitida para máquinas e equipamentos.

Quem vai entrar no programa ferroviário que foi lançado faz a encomenda agora e depois faz depreciação. Ou seja, o produto vai sair muito mais barato, disse Mantega, referindo-se ao programa de infraestrutura lançado há 15 dias pela presidente Dilma Rousseff.

O PSI foi criado durante a crise global de 2009 e tem orçamento de R$ 227 bilhões, dos quais R$ 78 bilhões ainda não forma desembolsados. As novas medidas, segundo Mantega, permitirão liberar todo o valor previsto.

Cenário. Poucas horas antes do anúncio das medidas, representantes dos setores de bens de capital e de caminhões estiveram com o ministro e apresentaram um cenário pessimista. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) reclamou da concorrência internacional e informou que a capacidade instalada do setor está em 73%, a mais baixa em 40 anos, e mais de 10 mil trabalhadores foram demitidos entre outubro de 2011 e junho de 2012.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de caminhões caíram 20% de janeiro a julho, ante mesmo período de 2011. A projeção é que a retração se acentue e atinja 42% no fim do ano. Como caminhões já têm isenção de IPI, a alternativa para recuperar as vendas é baratear o crédito.


Fonte: O Estado de São Paulo

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CONSTRUÇÃO ENCOLHE NO SEGUNDO TRIMESTRE, MAS SETOR PREVÊ RECUPERAÇÃO

Vamos fechar o ano com crescimento em torno de 3% e 3,5%, mas acima do PIB do país.

Ritmo menor do programa Minha Casa, Minha Vida prejudicou resultados. Para Cbic e Abramat, desempenho ficará abaixo dos 3,6% de 2011.  

A diminuição do volume de contratações de novas obras e das vendas de imóveis e materiais de construção derrubou o desempenho da indústria da construção civil no segundo trimestre. Segundo os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do período, divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país cresceu 0,4% no segundo trimestre, ao passo que a indústria da construção, que historicamente sempre tem puxado o resultado para cima, registrou dessa vez uma queda de 0,7%.

As entidades que representam o setor afirmam que o resultado negativo já era esperado. Veio pior do que imaginávamos, mas não teve nada de atípico porque já esperávamos uma performance pior, uma vez que não se tem contratado grandes coisas nos últimos meses, afirma Paulo Safady, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Mas, embora já admita que o resultado de 2012 ficará abaixo do que o registrado no ano passado, o setor acredita numa recuperação neste segundo semestre, o que deverá garantir mais uma vez um crescimento maior que do o PIB do país. Vamos fechar o ano com crescimento em torno de 3% e 3,5%, mas acima do PIB do país, projeta Safady.

Em 2011, o setor fechou o ano com crescimento de 3,6%, ao passo que a economia brasileira como um todo avançou 2,7%. No primeiro semestre deste ano, o crescimento acumulado do setor é de 2,4%, apesar do recuo nos últimos três meses.

Nível de emprego no setor segue em alta

Para a coordenadora de projetos da construção da FGV, Ana Maria, apesar do recuo o setor ainda permanece como um dos mais dinâmicos da economia.

Houve de fato uma desaceleração – que estamos atribuindo a uma diminuição do início de novas obras e das vendas, e também a um menor ritmo nas contratações no programa Minha Casa, Minha Vida –, mas o PIB da construção não está negativo. Um setor que está com crescimento no emprego na ordem de 7% não pode estar queda, afirma.

Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feito em parceria com Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), mostra que o nível de emprego na construção civil brasileira cresceu 6,98% no acumulado até julho, o equivalente a 221,5 mil contratações. O resultado, no entanto, indicou uma desaceleração se comparado ao intervalo de janeiro a julho de 2011, quando a área contratou 228,2 mil trabalhadores. A sondagem sobre o desempenho do setor em agosto será divulgada na próxima quarta-feira (5).

Ana Maria explica que, pela metodologia do IBGE, a medição do PIB da construção civil é feita basicamente em cima dos dados da atividade da indústria de materiais de construção, o que ajuda a entender melhor o resultado negativo no segundo trimestre.

O PIB da construção civil deverá crescer menos que no ano passado, mas será, tranquilamente, mais uma vez superior ao PIB do país, que não deverá chegar a 2%, avalia.



Vendas de materiais desaceleram

As vendas de materiais de construção ficaram praticamente estagnadas nos últimos meses. No acumulado de janeiro a julho, as vendas do setor aumentaram 2,2%, ante avanço de 2,9% registrado em 2011.

As vendas da indústria nos últimos meses ficaram muito abaixo do previsto. Começamos o ano com previsão de crescimento de 4,5% de previsão. Em abril, baixamos para 3,4%, mas, em agosto, já deu uma boa melhorada e estamos mantendo os 3,4%, diz Walter Cover, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). A entidade projeta que o PIB do país ficará em torno de 2%.

Segundo a Abramat, a maior queda nas vendas no 1º semestre foi sentida no varejo, que representa 50% das vendas do setor, e no mercado de infraestrutura, que representa uma fatia de 25%, por conta da desaceleração nas contratações de novas obras.

As vendas para o mercado imobiliário continuaram aquecidas por conta de lançamentos que foram feitos em 2010 e 2011 e que agora entraram na fase de acabamento, afirma Cover.

Minha Casa, Minha Vida

A professora da FGV destaca, entretanto, que houve, de fato, uma desaceleração no ritmo de contratações de obras públicas e nas construções de novos empreendimentos imobiliários.

As contratações nessa segunda fase do Minha Casa, Minha Vida ficaram bem aquém das expectativas. Mas a revisão do valor dos imóveis para financiamentos pode ser agora um incentivo para que se retomem as contratações, afirma.

Portaria publicada no dia 29 pelo Ministério das Cidades reajustou os valores máximos de aquisição dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. Na capital e nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio e Brasília, o valor subiu de R$ 65 mil para R$ 76 mil para os enquadrados no faixa 1, que ganham até R$ 1.600.

Apesar da desaceleração no primeiro semestre, os representantes do setor se dizem otimistas com o desemprenho dos próximos meses.

Não tenho dúvida de que os resultados do terceiro e quarto trimestre serão melhores, uma vez que todas as medidas que vínhamos solicitando já foram tomadas, diz o presidente da CBIC, citando a revisão dos valores de aquisição dos imóveis do Minha Casa, Minha Vida, o lançamento do programa de concessões de rodovias e ferrovias e os novos planos para redução do custo da energia elétrica e para portos e aeroportos, prometidos para as próximas semanas.

Todas estas medidas irão certamente recolocar as empresas do setor em atividades e ajudarão a dar continuidade nas contratações e nos investimentos, diz Safady, lembrando que a indústria da construção civil responde por 43% da formação bruta de capital no país.

Para o presidente da Abramat, a prorrogação do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção será outro fator que ajudará a estimular novos investimentos e vendas nos próximos meses. As intenções de investimento na indústria da construção certamente voltarão a crescer, e quem fazia planos de iniciar uma obra irá entrar com muito mais otimismo agora, sabendo que os preços não vão subir até o final de 2013, avalia.

Fonte: G1