quinta-feira, 4 de abril de 2013

ICMS interestadual de 4% gera crédito acumulado para empresas

Há uma grande discussão entre os Estados por conta das mudanças do imposto, mas ninguém está olhando para o contribuinte.

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual de 4% estabelecido pela resolução da guerra dos portos passou a ser uma nova fonte de créditos acumulados para as empresas. Isso tem acontecido com aquelas que revendem a outros Estados produtos importados ou produtos nos quais o conteúdo importado supera 40%. O crédito de ICMS não compensado, dizem empresários e tributaristas, vira custo adicional. Responsáveis pela área tributária de companhias como a química Dow e a fabricante de eletrodomésticos Electrolux indicam o acúmulo de créditos como um dos principais impactos da mudança no ICMS.
Esse é um problema semelhante ao crédito acumulado dos exportadores. Como a venda interestadual de importados ou mercadorias com conteúdo de importação atualmente é tributada com ICMS de 4%, as empresas muitas vezes não conseguem usar todos os créditos do imposto de 18% que recolhem no desembaraço de produtos acabados ou insumos.
Marcelo Vieira, diretor tributário da Dow, empresa do setor químico, diz que um dos grandes problemas resultantes para as empresas com a Resolução 13 é o acúmulo de créditos de ICMS. Para as empresas que possuem muitas operações interestaduais tributadas a 4% não há débito suficiente do imposto para compensar os créditos da aquisição de insumos. ‘Há uma grande discussão entre os Estados por conta das mudanças do imposto, mas ninguém está olhando para o contribuinte. O acúmulo de créditos vira custo, vira preço e quem paga é o consumidor final.’
Vieira diz que pretende elaborar com outras empresas e setores uma proposta com diretrizes para uma padronização de tratamento dos créditos acumulados pelos Estados. ‘Precisamos de uma solução concreta para os créditos e não a brincadeira que hoje existe nos Estados. Isso precisa ser modificado de forma harmônica’, defende.
Alexandre Mac Laren, responsável pelo departamento de tributação na América Latina da Electrolux, diz que a primeira preocupação dos Estados em relação à Resolução 13 é a eventual perda de arrecadação. ‘Isso desacelera qualquer decisão que acarrete redução da carga tributária na importação.’ Alguns Estados, diz Mac Laren, estão reduzindo a alíquota da importação e a aproximando da alíquota interestadual. ‘Mesmo assim, a redução de carga na importação pode não atingir o objetivo por completo, pois a agregação de valor ao produto varia entre produtos ou segmentos.
calculo
‘Os créditos acumulados constituem o problema mais grave hoje dos tributos indiretos para a competitividade das empresas brasileiras’, diz o economista José Roberto Afonso, especialista em contas públicas.
Entre medidas imediatas que poderiam aliviar o acúmulo de créditos, diz Mac Laren, está a unificação em todo o território nacional da carga tributária na importação, reduzindo a alíquota do ICMS a um nível em que não ocorreria acúmulo. Mas isso resolveria apenas parte do problema, diz o executivo, já que insumos adquiridos dentro do próprio Estado e agregados a produtos submetidos à alíquota de 4% gerariam acúmulo de crédito. ‘Uma possível solução com caráter duradouro seria a unificação das alíquotas internas e interestaduais para toda e qualquer mercadoria destinada a contribuinte do imposto.’
Se não houver ajustes, diz Afonso, o problema dos créditos vai aumentar no futuro. Com a unificação total do ICMS interestadual (proposta em discussão no Congresso), o problema pode se agravar para as empresas que compram muitos insumos dentro do Estado em que estão localizadas e exportam para outros Estados.
Ana Cláudia Akie Utumi, sócia do TozziniFreire, diz que a Resolução 13 tem contribuído para aumentar as formas de acúmulo de crédito de ICMS. Em São Paulo, exemplifica, as empresas pagam 18% na importação. Se o produto for para simples revenda a outros Estados, pagará 4% do imposto. ‘A alíquota de 4% significa 22% da alíquota de 18%’, argumenta Ana Cláudia. Isso significa, calcula, que a mercadoria de uma revenda, por exemplo, teria de ser comercializada a um valor equivalente a 4,5 vezes o do desembaraço aduaneiro. ‘E isso não acontece.’
A Resolução 13, diz Ana Cláudia, ampliou o universo de empresas com créditos acumulados. Há casos de clientes, conta, que conseguiam compensar créditos de ICMS originados por causa de exportação com operações internas. Mas com a mudança no imposto, diz ela, os débitos gerados são insuficientes para a compensação total. O escritório, diz a advogada, tem orientado as empresas que estão acumulando créditos a entrar nas Fazendas estaduais com pedidos de regime especial para amenizar a situação. No caso de São Paulo, informa, há um regime que ameniza o problema ao evitar o acúmulo de novos créditos. ‘O problema é que o regime especial é sempre discricionário e não é possível questionar, caso o pedido seja negado.’ Procurada, a Fazenda de São Paulo não se manifestou.

Fonte: Valor

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Custo da construção civil paulista registra alta de 0,24% em março

O Custo Unitário Básico, que reflete a variação mensal das despesas do setor, foi de R$ 1.027,05 por metro quadrado.

O preço do material da construção civil paulista registrou alta de 0,24% em março, no comparado com o mês de fevereiro deste ano. É o que revela a pesquisa divulgada nesta segunda-feira (1) pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
alta
O CUB (Custo Unitário Básico) reflete a variação mensal das despesas do setor para utilização nos reajustes dos contratos da construção civil. Nesse mês, ele foi de R$ 1.027,05 por metro quadrado.
Em março, o custo das construtoras com materiais de construção apresentou elevação de 0,19%. Já os custos com mão de obra cresceram 0,28% e as despesas administrativas apresentaram estabilidade.
Alta dos preços
Dos 41 itens de material de construção analisados, no terceiro mês do ano, 14 registraram alta acima do IGP-M, que aumentou 0,21% no mês. Entre os maiores reajustes estão alimentação tipo marmitex, com 2,33%, eletroduto PVC rígido, 1,86%, aço CA-50, com 0,61%, e fio de cobre anti-chama, que registrou aumento de 0,4%.

Fonte: Infomoney

Pequenas correm risco com contratação de PJ

Esse avanço se deve aos dados reais de que apenas 3 em cada 10 profissionais entram com ação trabalhista.

Apesar do avanço de flexibilizações nas relações de trabalho em muitos segmentos, a Justiça brasileira ainda não reconhece novas fórmulas trabalhistas. A conclusão é de um estudo feito pelo advogado Leone Pereira, mestre e doutorando em direito do trabalho e professor da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), que acaba de lançar um livro sobre o assunto pela Editora Saraiva. De acordo com o especialista, enquanto o mercado busca formas alternativas, como a “pejotização” (como é chamada a contratação de Pessoas Jurídicas, ou PJs), a Justiça do Trabalho considera fraudes e reconhece sempre o vínculo empregatício.
PJ
“Na realidade, as empresas tentam flexibilizar a relação, mas para a Justiça outras formas de contratação, que não a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), são consideradas precarização do trabalho”, explica Pereira.
O crescimento da modalidade de contratação de PJs é mais amplo em atividades liberais e intelectuais, mas tem avançado também em setores como comercial e de informática. “Esse avanço se deve aos dados reais de que apenas 3 em cada 10 profissionais entram com ação trabalhista. O que pode indicar que vale a pena correr o risco”, diz o advogado.
O risco, no entanto, ganha proporções maiores quando o Ministério Público entra em ação e passa a exigir indenizações milionárias. “Se for uma empresa média ou pequena, ela pode quebrar com uma ação dessas”, acrescenta Pereira.
Para o sócio do Coelho e Morello Advogados Associados, Luiz Coelho, as empresas maiores já perceberam que o risco não vale a pena. “As grandes empresas e as multinacionais preferem seguir pela formalidade a ter problemas, o que já vem estabelecendo um novo padrão no mercado”, afirma Coelho.
Segundo o advogado especializado em ações trabalhistas, o INSS também já vem cruzando dados junto com a Receita Federal para levantar informações. “Empresas com alto faturamento e uma folha baixa acaba se tornando um foco de investigação”, diz o sócio do Coelho e Morello.
Mas, segundo Pereira, o crescimento dos casos indica uma nova realidade do mercado que exige a mudanças das leis trabalhistas. “A CLT é de 1943, baseada na Carta del Lavoro italiana, e precisa ser revista. Mas ninguém tem força para ir contra isso”, esclarece.
Segundo o especialista, que também dá aulas na PUC-SP, na Europa já há debates que garantem novas formas de contratação em um meio termo.

Fonte: DCI

Analistas mantêm projeção para crescimento em 2013

Perspectiva indicada na Focus é de 3,01% – leve alta sobre anterior, de 3%. Tendência estável para juros e inflação

A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 subiu de 3,00% para 3,01% na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. Para 2014, a estimativa de expansão segue em 3,50%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 3,09% e 3,65%.
Analistas
A projeção para o crescimento do setor industrial em 2013 subiu de 3,00% para 3,12%. Para 2014, economistas preveem avanço industrial de 3,95%, mesmo porcentual da pesquisa anterior. Um mês antes, o Focus apontava estimativa de expansão de 3,09% para 2013 e de 3,65% em 2014 para o setor.
Analistas mantiveram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2013 em 34,50%. Para 2014, a projeção caiu de 33,20% para 33,10%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 34,50% e 33,23% para esses dois anos.
Juros
Os economistas consultados na pesquisa mantiveram a previsão para a taxa básica de juros (Selic) em 8,50% ao ano ao final de 2013. Para o fim de 2014, a mediana das projeções também segue em 8,50% ao ano. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 7,25% e 8,25% ao ano. Contudo, a projeção da Selic para a reunião do Copom de abril segue em 7,25% ao ano, indicando estabilidade na taxa.
A projeção para Selic média em 2013 subiu de 7,81% para 7,83% ao ano, ante 7,25% há quatro semanas. Para 2014, segue em 8,50% ao ano, ante 8,30% há quatro semanas. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para a Selic no fim de 2013 no cenário de médio prazo segue em 8,50% ao ano. Para o fim de 2014, também segue em 8,50% ao ano.
Inflação
A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2013 foi mantida em 5,71%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,70%. Para 2014, a projeção subiu pela terceira semana consecutiva, passando de 5,60% para 5,68%. Há quatro semanas, estava em 5,50%.
A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses subiu de 5,42% para 5,43%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,62%.
Câmbio
A mediana das projeções para a taxa de câmbio no final de 2013 seguiu em R$ 2,00. Quatro semanas antes, estava em R$ 2,00. Para o fim de 2014, a mediana segue em R$ 2,05. Há quatro semanas estava em R$ 2,05.
Na mesma pesquisa, o mercado financeiro elevou a previsão para a taxa média de câmbio em 2013 de R$ 1,99 para R$ 2,00.
Conta corrente
O mercado financeiro elevou a previsão de déficit em transações correntes em 2013. Pesquisa semanal Focus mostra que a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente este ano subiu de US$ 65,0 bilhões para US$ 65,8 bilhões. Há um mês, estava em US$ 62,90 bilhões. Para 2014, a previsão de déficit nas contas externas subiu de US$ 70,50 bilhões para US$ 70,67 bilhões, ante US$ 70,00 bilhões há quatro semanas.
Na mesma pesquisa, economistas reduziram a estimativa de superávit comercial em 2013 de US$ 13,00 bilhões para US$ 12,40 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 15,00 bilhões. Para 2014, a projeção recuou de US$ 13,30 bilhões para US$ 12,65 bilhões. Há quatro semanas, essa estimativa estava em US$ 14,50 bilhões.
A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilhões para 2013 e para 2014, mesmos valores de quatro semanas atrás.

Fonte: O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Setor de materiais de construção espera aumento significativo das vendas em abril

Termômetro mensal da Abramat mostra intenção de investimento de 74% das indústrias

As empresas esperam aumentar o desempenho na venda de materiais da construção nos meses de março e abril, de acordo com a pesquisa mensal da Associação Brasileira da Indústria de Materiais da Construção (Abramat) divulgada nesta quarta-feira (27). O termômetro mostra que enquanto apenas 48% das empresas esperam desempenho bom e muito bom para as vendas de março, o dado aumenta para 72% no mês de abril.
vendas materiais de construção
De acordo com a entidade, há uma mudança de expectativas de vendas de regular para bom entre março e abril. ‘Esperamos crescer 4,5% em 2013, mas isso só ocorrerá se forem mantidos os incentivos ao consumo – credito em particular – e se houver uma aceleração nos investimentos públicos e privados’, afirma o presidente da entidade, Walter Cover.
Em relação às pretensões de investimento em médio prazo, 74% das indústrias de materiais informaram que pretendem investir no setor. Já sobre as expectativas das ações governamentais, os números também se apresentam estáveis: 31% das indústrias estão otimistas, 63% indiferentes e outros 6% pessimistas, dois pontos percentuais a menos que o mês anterior.
O nível atual de utilização da capacidade instalada se mantém estável pelo quarto mês consecutivo: 82%.

Fonte: PiniWeb

Setor de material de construção pretende investir mais

Entre os empresários consultados pela pesquisa, 74% disseram ter planos de investir

A intenção dos empresários da indústria de materiais de construção realizar investimentos ao longo dos próximos 12 meses apresentou uma leve melhora em março, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Entre os empresários consultados pela pesquisa, 74% disseram ter planos de investir. O porcentual é maior que os 73% de março de 2012 e igual ao porcentual de fevereiro deste ano.
setor de material de construção
Já o otimismo em relação às ações de incentivo para o setor de construção por parte do governo federal chegou a 31%, número bastante abaixo dos 54% na comparação anual, mas melhor que os 29% do mês passado.
O nível de utilização da capacidade instalada da indústria ficou em 82% em março, patamar estável nas duas bases de comparação.
Para 48% dos empresários consultados na pesquisa da Abramat, as vendas em março foram boas ou ótimas. Já a perspectiva para abril sinaliza um forte otimismo do setor, com 72% dos empresários contando com vendas boas ou ótimas.
O presidente da Abramat, Walter Cover, ressaltou em nota que a indústria de materiais mantém o otimismo para vendas e investimentos neste início de ano. ‘Esperamos crescer 4,5% em 2013, mas isso só ocorrerá se forem mantidos os incentivos ao consumo – crédito em particular – e se houver uma aceleração nos investimentos públicos e privados’, disse.

Fonte: Estadão

Norma para elevadores de canteiros de obras passa por revisão

Norma trata dos novos elevadores elétricos instalados temporariamente

Atualmente está em revisão a norma referente aos requistos de segurança para construção e instalação de elevadores de canteiros de obras para pessoas e materiais com cabina guiada verticalmente.
O documento é elaborado pelo Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos (CB-04) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

norma para elevadores de canteiros
Segundo o engenheiro Francisco Valente, secretário da comissão, a norma trata dos novos elevadores elétricos instalados temporariamente.
De acordo com a entidade reguladora, a antiga norma de conformidade dos equipamentos, a NBR 233:1975, estava obsoleta, por isso, optou por cancelá-la e criar uma nova que considere a atual situação dos elevadores.

Dessa forma, os critérios de verificação e os métodos de ensaio foram revistos, estendidos e atualizados, de modo a garantir maior segurança na operação dos equipamentos.
O novo texto, explica a ABNT, apresenta uma análise sobre os riscos potenciais e os requisitos mínimos para evitar acidentes. Além disso, determina que sejam consideradas as cargas mortas (estáticas e dinâmicas), a carga do vento em serviço e em posição fora de serviço e na montagem e desmontagem do elevador, sem considerar a carga transportada em função da área da cabina.
Segundo Valente, o documento estima ainda os tipos de freios que devem ser utilizados e pleiteia a necessidade da instalação de dispositivo de sobrecarga.
A estimativa da comissão é de que a norma deva entrar em vigor a partir do dia 1° de agosto deste ano.


Fonte: Revista M&T