quinta-feira, 5 de abril de 2012

AUSENTE NA LISTA DE MEDIDAS DIVULGADA PELO GOVERNO, SETOR DE MATERIAIS AINDA SE MOSTRA OTIMISTA

Para o setor da indústria de materiais de construção, especificamente, não houve nenhuma novidade.

Na manhã do dia 03 de abril (terça-feira), em Brasília, Walter Cover, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) participou de reunião com a presidente Dilma Rousseff, ministro da Fazenda, Guido Mantega, ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel além de representantes de outros setores, para o anúncio de novas medidas que irão estimular o crescimento da indústria como um todo. Para o setor da indústria de materiais de construção, especificamente, não houve nenhuma novidade. Mesmo sem ter sido destacado, o setor ainda busca por melhorias. Para as futuras pautas seguirão pleitos de isenção de IPI, aceleração de programas habitacionais e incentivos para o setor. Todos os assuntos voltados ao setor da construção serão acompanhados de perto pela Abramat, em reuniões com os Ministérios da Fazenda, MDIC e outros. Sobre a reunião desta terça-feira, Walter Cover viu um horizonte otimista: "A reunião foi benéfica, pois mostra que o governo está atento aos setores industriais. Preocupado com os setores, criaram-se conselhos e neles serão discutido e pleiteado futuras medidas estimulantes e a Abramat estará presente nessas conversas". A intenção do setor de materiais de construção era de que já houvesse medidas que incentivassem diretamente o crescimento. Isso porque no ano passado o setor iniciou 2011 com uma previsão de crescimento de 9% e chegou ao fim do mesmo ano com apenas 2,5%. "O que nos deixa animados é a posição do governo quanto a Resolução 72, que daria fim a ‘Guerra dos Portos’. Para nós é importante essa medida, pois trará maior fiscalização nos portos, competitividade nivelada e segurança comercial" finaliza Cover. Abramat -Desde a sua fundação, em abril de 2004, a ABRAMAT acompanha e contribui para o crescimento da Construção Civil no país, atuando como interlocutora do setor junto ao Governo e aos demais agentes da cadeia produtiva da construção civil. A entidade conta atualmente com 49 empresas filiadas, que são as líderes na fabricação de materiais de construção dos diversos segmentos. Entre os temas que representam os focos de atuação da entidade estão: a competitividade da indústria, a desoneração fiscal de materiais para construção, a conformidade técnica e fiscal na produção e comercialização dos materiais, a profissionalização da mão-de-obra da construção e a responsabilidade socioambiental dos agentes do setor.


(Revista Fator – SP 05/04)

PACOTE DO GOVERNO PROTEGE INDÚSTRIA, MAS NÃO DEVE ACELERAR PIB

Conjunto de medidas deve dar vigor temporário à indústria de transformação, mas retomada mais vigorosa do nível de atividade deve ocorrer a partir do

SÃO PAULO - O pacote federal de R$ 60,4 bilhões anunciado nesta quarta-feira, 4, para incentivar alguns setores produtivos não deve contribuir para acelerar o PIB neste ano, segundo economistas ouvidos pela Agência Estado.


O conjunto de medidas, que inclui a desoneração da folha de pagamento de 15 segmentos fabris e redução dos juros de financiamentos concedidos pelo BNDES, deve dar um vigor temporário à indústria de transformação, que sofre forte concorrência dos importados. Mas a retomada mais vigorosa do nível de atividade deve ocorrer a partir do terceiro trimestre, quando a economia deverá estar crescendo, na margem, num ritmo anualizado ao redor de 5%.


Essa não é uma boa notícia para o governo, pois o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou recentemente que "faz diferença" para o crescimento do País em 2012 se o reaquecimento ocorre no segundo ou no terceiro trimestre deste ano. "Não alterei minha projeção de que o Brasil deve registrar uma expansão de 3,5% neste ano, marca distante dos 4,5% esperados pelo governo", afirmou o ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni.


Na avaliação do co-diretor de pesquisas para a América Latina da Goldman Sachs, Alberto Ramos, as ações divulgadas pelo governo devem ter algum impacto de curto prazo sobre o nível de atividade. Ele reforçou, no entanto, que não vai alterar a velocidade do PIB ao longo do ano.


Na margem, Ramos espera que o PIB deverá registrar um avanço de 0,8% no primeiro trimestre e acelerar um pouco para 1% entre abril e junho. Para o segundo semestre, ele espera que o ritmo do Produto Interno Bruto continuará em gradual ascensão, pois deve exibir alta de 1,2% no terceiro trimestre e alcançar 1,4% entre outubro e dezembro, resultando em alta do PIB entre 3% e 3,5% em 2012.


"Seria mais eficiente para a economia que o governo dedicasse os R$ 60,4 bilhões de incentivos anunciados ontem para projetos de infraestrutura, pois isso melhoria a logística do País e reduziria as despesas das companhias em transporte", destacou.


O diretor do Instituto de Economia da Unicamp, Fernando Sarti, concorda. "As ações do governo são emergenciais e visam defender o setor manufatureiro. O ideal seria a adoção de medidas estruturais de médio prazo para reduzir custos tributários e trabalhistas das empresas."


O economista da Tendências Silvio Campos Neto também aposta que o pacote não mudará a dinâmica do incremento do PIB neste ano, porque o foco é proteger a indústria de transformação. "A economia seria melhor beneficiada pela ação oficial em outras frentes, como a redução das despesas de custeio e ampliação dos gastos com investimentos em projetos de longa maturação, como rodovias, ferrovias e portos", afirmou.


Embora ressalte que grande parte dos recursos do Orçamento são "engessados" e estão comprometidos para serem direcionados a uma série de áreas, como educação, saúde e repasses para Estados e municípios, Campos Neto ressalta que o governo pode fazer mais em matéria de redução de gastos. O volume da arrecadação federal neste ano será volumoso, em torno de R$ 1,045 trilhão, segundo estimativa da consultoria. "Os investimentos do governo estão em um patamar muito baixo, ao redor de 1% do PIB. Se as despesas com custeio fossem cortados em 0,5% ou 1% do PIB, os investimentos do poder público teriam um grande avanço e isso seria positivo para toda a economia", disse Campos Neto.


Para o economista e sócio da consultoria MCM Antônio Madeira, um dos fatos mais significativos do pacote anunciado pelo governo foi o fortalecimento do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). O governo criou uma nova linha de R$ 8 bilhões para "projetos transformadores", que serão destinados a empresas para ampliar sua capacidade tecnológica de produção. "As linhas de financiamento do PSI devem reduzir os custos dos investimentos ao elevar as perspectivas de retorno dos projetos", comentou.


Na avaliação de Madeira, mais importante que medidas pontuais para proteger a indústria nacional seria o governo adotar ações horizontais, cujos efeitos seriam registrados por toda a oferta de mercadorias e serviços no País. "Seria fundamental a queda da Selic, que ainda está em 9,75% ao ano, e medidas para estimular a concessão de crédito", disse. "Também seria importante uma queda mais expressiva das taxas de spread das operações bancárias em todo o sistema financeiro nacional", opinou. (Ricardo Leopoldo)


Fonte: O Estado de SPaulo

SETOR DE MÁQUINAS PARA CONSTRUÇÃO CRESCERÁ, PREVÊ VOLVO

O mercado para equipamento de construção crescerá mais de 40% nos próximos cinco anos

O executivo-chefe da Volvo Construction Equipment, uma unidade da fabricante de caminhões sueca Volvo, Patrick Olney, prevê que o mercado para equipamento de construção crescerá mais de 40% nos próximos cinco anos e que o crescimento dentro da Volvo CE será ainda mais forte, reportou o jornal sueco Daily Dagens Industri. Segundo ele, a companhia deverá registrar um crescimento mais forte em economias em desenvolvimento, como Brasil, China, Rússia e partes da África.A previsão do executivo é que o lucro anual da Volvo CE aumentará de 65 bilhões de coroas suecas para 90 bilhões de coroas suecas. "Nós prevemos crescimento a longo prazo, em bases anuais, em todo o mundo. A alta é impulsionada por investimentos públicos em infraestrutura e investimentos privados na exploração crescente dos recursos naturais", afirmou Olney, segundo o jornal. As informações são da Dow Jones.

(Agência Estado - SP 03/04)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

DESONERAÇÃO PODE CRIAR 50 MIL EMPREGOS NO SETOR DE MÁQUINAS

Caso o governo substitua, como já anunciou, a alíquota de 20% sobre a folha de pagamento por, cogita-se, uma alíquota de 1% sobre o faturamento bruto.

Na semana passada, empresários da indústria de máquinas e equipamentos apresentaram ao Ministério da Fazenda um estudo que prevê a contratação de 50 mil trabalhadores formais em dois anos, caso o governo substitua, como já anunciou, a alíquota de 20% sobre a folha de pagamento por, cogita-se, uma alíquota de 1% sobre o faturamento bruto.

Segundo José Velloso, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a medida vai estimular as exportações do setor, que não seriam tributadas, e todas as empresas do setor seriam desoneradas.

"Nosso setor é sazonal, então uma troca da tributação da folha para o faturamento nos ajudaria muito", disse Velloso. "No momento em que as empresas faturarem mais vão recolher mais imposto, e no momento em que ganharem menos, pagam menos. Hoje todos têm de recolher o mesmo montante, não importa a fase em que estão.”

De acordo com a Abimaq, o governo prepara outras medidas de incentivo ao setor, como a ampliação das linhas de crédito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 3 de abril de 2012

GOVERNO ANUNCIA NA TERÇA PACOTE DE R$ 18 BILHÕES PARA ESTIMULAR INDÚSTRIA

Conjunto de medidas inclui ampliação de valores e prazos de financiamentos e mudanças de regras em fundos de desenvolvimento

Preocupado em dar mais competitividade aos setores industriais prejudicados pela valorização do real, o governo anuncia amanhã uma reformulação nas linhas de financiamento para investimento e capital de giro do Banco Nacional de Desenvolvimento, Econômico e Social (BNDES), com a ampliação dos setores favorecidos, redução das taxas de juros e maior prazo para pagamento. A previsão é de um aumento de R$ 18 bilhões nos empréstimos.


Haverá mudanças nas regras de atuação dos fundos de desenvolvimento regional para alavancar investimentos em infraestrutura. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal poderão atuar neste mercado, oferecendo empréstimos com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste e do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia. O risco das aplicações deve ser transferido do Tesouro para os bancos.


As medidas, preparadas pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, serão anunciadas amanhã pela presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. O Estado apurou que as principais alterações no BNDES serão no Revitaliza e nas linhas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Estes programas foram criados no governo Lula para ajudar setores que enfrentavam forte concorrência de produtos importados, mas que são grandes geradores de emprego.


PSI. O governo ampliará em R$ 18 bilhões o limite de financiamento das linhas do PSI, com subvenção do Tesouro Nacional. Subirá para R$ 227 bilhões o volume de empréstimo do banco com taxas de juros subsidiadas. Esta será a quarta mudança no PSI desde o seu lançamento em julho de 2009 para enfrentar a crise internacional. As novas condições de financiamento vão valer até dezembro de 2013.


Será criada, dentro do PSI, uma linha para financiar projetos estratégicos com o objetivo de reduzir o custo de obra. A nova linha terá aporte de R$ 8 bilhões com taxas de juros de 5% ao ano. Os projetos terão que ser aprovados por uma comissão interministerial.


Os juros ficarão um ponto porcentual menor na linha do PSI destinada a financiar a aquisição de máquinas e equipamentos. Para micro, pequenas e médias empresas (MPME), o custo do empréstimo cai de 6,5% para 5,5%.


Para as grandes empresas, de 8,7% para 7,7% ao ano. O BNDES ampliará o limite a ser financiado. Até 100% para as empresas de menor porte e de até 90% do investimento para as grandes. A linha para as MPME passa de R$ 3 bilhões para R$ 13 bilhões.


A linha para financiar a aquisição de ônibus e caminhões o juro cortado de 10% para 7,7% ao ano. O prazo será ampliado de 96 para 120 meses. O financiamento, então, será de até 100% para as MPMEs e 90% para as grandes.


Para os exportadores, as taxas de juros serão de 9% para as grandes empresas e de 7% para as demais. O limite do investimento a ser financiado sobe de 90% para 100% e o prazo de pagamento será ampliado de 24 para 36 meses. Esta linha ganhará um reforço de R$ 1 bilhão.


Haverá uma queda nos juros de 5% para 4% no financiamento para capital inovador. No Procaminhoneiro, para autônomos, o prazo passa de 36 para 48 meses.


Passa de R$ 100 milhões para R$ 150 milhões o volume de recursos que podem ser liberados por grupo econômico. O Revitaliza tem linhas para capital de giro, investimento e a exportação.


Uma fonte do governo informou que serão anunciadas mudanças nas linhas para exportadores por meio do Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) para ampliar as empresas com acesso aos recursos. O Banco do Brasil é o líder no mercado.


Fonte: O Estado de SPaulo




"INFLAÇÃO SOB CONTROLE", DIZ TOMBINI A EMPRESÁRIOS

Presidente do Banco Central afirmou ainda que o PIB deve avançar com maior vigor a partir do segundo semestre de 2012

SÃO PAULO - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, manifestou a um grupo de 40 empresários, em almoço promovido pela Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil, que a inflação no Brasil está sob controle e que o sistema de metas de inflação está funcionando "muito bem", relatou o embaixador da Espanha no Brasil, Manuel de La Camara.


De acordo com o embaixador, Tombini afirmou que o Brasil manterá um crescimento sustentável com inflação sob controle nos próximos anos e que o PIB deve avançar com maior vigor a partir do segundo semestre de 2012.

Fonte: O Estado de SPaulo

LEVANTAMENTO REVELA QUE O PAÍS TERÁ MAIS DE 12 MIL GRANDES OBRAS ATÉ 2016

Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema)

Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema) e divulgado ontem, dia 27, em Minas Gerais, revela que até 2016, o Brasil terá 12.265 grandes obras, a maioria já em andamento, com investimentos públicos e privados estimados de R$ 1,48 trilhão. As áreas de petróleo e gás, de infraestrutura de transporte e de energia (hidrelétricas) são as que atraem os maiores aportes. Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo aparecem, nessa ordem, como os que estão recebendo a maior parte dos investimentos. Isso por causa dos projetos relacionados à exploração de petróleo offshore na camada pré-sal. Levando em conta as obras que estavam em curso desde o ano passado, 10.482 ao todo, com investimentos alcançando R$ 1,37 trilhão, 57% dos aportes estavam no Sudeste. No mapa da distribuição das obras pelo Brasil, Minas Gerais, que não se beneficia diretamente dos investimentos em petróleo e gás, aparece em sétimo lugar. São 886 obras a partir deste ano e R$ 62,2 bilhões de investimentos. Os investimentos em infraestrutura esportiva para a Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, representam uma fatia entre 2% e 3% do total a ser investido no país nos próximos quatro anos.

Fonte: CBIC